sábado, 20 de dezembro de 2008
Novidades de l'Abitibi
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Francisation
A verdade é que eu me inscrevi no curso em maio e tive retorno ontem. Como estou a menos de 4 semanas de imigrar, escrevi para meu “tuteur” explicando a situação. Já que eu só garanto seguir o curso nas próximas duas semanas, pois na semana antes da minha viagem eu estarei viajando com minha família e logo que eu chegar, sabe-se lá quanto tempo vou levar até me instalar para poder seguir um curso on-line.
Isto me dá uma possível idéia da demora que alguns imigrantes relatam em conseguir uma vaga no curso de francisation no Québec.
De qualquer forma aguardo um retorno do meu tuteur para ver se posso entrar em uma próxima turma no curso.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
4 Semanas e meia de Brasil!!!!!
Eu não desisti do blog ainda não, apesar do sumiço, rsrsrs
Inclusive este post vai ficar enorme, pois foi uma semana e meia de bastante reflexões. Então a invés de termos um post de 5 semanas e outro de 4 semanas, teremos só este de 4 semanas e meia.
Como eu disse para vocês resolvi curtir uma praia na semana que passou, mas por causa do frio e do mal tempo eu fiquei trancafiada no ap.
Sem nada para fazer, eu decidi pesquisar mais sobre o Canadá, colocar algumas informações que eu tinha armazenado no meu PC para o blog, inclusive para ficar mais comodo para eu achar em uma emergência.
Durante as minhas pesquisas, resolvi ler alguns blogs de pessoas que já estão lá há algum tempo, aqueles que já tem alguns anos e por isso muitos post e que eu sempre adiava para quando teria tempo, pois bem o tempo chegou. O fato é depois que li alguns relatos bateu um frio na barriga, mais de medo e do que de ansiedade pela viagem; fiquei até uns dois dias meio depre, sem vontade de pesquisar mais nada.
Então foi o tempo de eu refletir sobre tudo isto, não que eu não tenha refletido antes durante todo o processo; mas de fato a coisa só se torna real quando o visto chega e começamos a nos desfazer de tudo, a nos despedirmos de todos, largar emprego, etc.
É claro que li relatos muitos estimulantes nos blogs também, e algo que eu li em um blog, não lembro de quem (pois foram muitos); mas achei muito interessante a pessoa dizer que estando aqui no Brasil durante o processo, nós imigrantes temos um foco de porque imigrar e quando chegamos lá simplesmente esquecemos isto e queremos nos dar bem para mostrar para quem está aqui no Brasil, perdendo totalmente de vista o que nos levou a isto.
Eu não precisei refletir muito para achar meu foco ou os motivos que me levaram a isto e achei melhor registrar aqui, pois um dia se estando lá eu esquecer eu vou poder lembrar a mim mesma os meus motivos:
1º) A realização de um sonho, afinal eu sempre quis voltar a morar no Québec desde quando vim de lá. E não é que eu não tenha estado em outros lugares, muito pelo contrário já passei um tempo na Europa também, conheço os EUA; mas nunca tive vontade de me mudar para nenhum desde lugares. E desistir desde sonho agora é como morrer na praia.
2º) Há muito tempo eu ando muito insatisfeita com o rumo que minha vida tomou, inclusive profissional. Já até pensei em mudar totalmente de carreira aqui, inclusive nos últimos anos vim me interando de outras áreas totalmente diferentes da odontologia.
Nos últimos 3 anos, eu busquei alternativas aqui mesmo no Brasil: tentei mudar de emprego, de cidade, etc. Mas, no fim nenhum deles foi muito viável, era meio como “trocar seis por meia dúzia”.... Mesmo, quando parecia que ia dar certo de última hora tudo mudava e o negócio não se concretizava.
O processo de imigração veio em um momento que eu já até tinha desencanado e meio que me conformado com a situação, veio em um período que eu já tinha dado um basta.
E no último ano foi o que segurou a barra para eu não surtar, pois não foram poucas às vezes que quis pedir demissão...
3º) Eu não me adaptei onde eu moro hoje, depois de vários anos aqui e várias tentativas frustradas de me adaptar, tenho certeza que eu precisava procurar um outro lugar, inclusive minha insatisfação nem começou no trabalho; começou no lugar e com o tempo tudo foi se complicando.
Acho que estes são os três motivos mais importantes, tem outros mas não vem ao caso agora.
Então, quando tudo parecia bem esclarecido na minha cabeça, e eu estava pronta para postar o post das 5 semanas; veio a baila a tal matéria do Bom Dia Brasil da Globo; e a primeira coisa que minha mãe fala: “Filha, será que é um bom momento para você ir mesmo?”.
E ainda bem que eu já havia refletido bem e estava bem ciente do que eu queria; então só respondi: “Mãe, este é meu momento”.
O pessoal das listas de discussão que eu participo surtaram, rsrsrsrs. Então resolvi colocar minha opinião sobre isto tudo. Primeiro discordo totalmente das tais “Teoria a Conspiração”, que o Governo Lula e a Globo estam contra a imigração de brasileiros para o Canadá; concordo que só mostrou um lado de tudo isto e uma lado bem ruim que todos que estão indo nem querem imaginar tal possibilidade. Eu concordo que talvez um Globo repórter sobre o assunto mostrando os dois lados seria talvez mais adequado, mas matérias que mostrem o lado negativo também devem ser consideradas e levadas a sério.
Acho que ajuda a tirar “as lentes cor de rosas” e se preparar melhor para a realidade. Eu não sei quais foram os motivos que levaram a brasileira economista a deixar o Canadá e voltar para o Brasil além do motivo profissional.
A verdade é que nenhuma mudança é fácil, seja ela qual for. Não é fácil mudar de cidade; imagina de país?!?!
Mudar é deixar nossa zona de conforto a procura de algo totalmente novo que exigirá algumas renuncias, tristezas, alegrias, aventuras. Uma série de novidades, onde o fator psicológico conta e demais.
Eu acredito que o que determina sucesso ou fracasso de todo processo de mudança é adaptação ao novo. Eu que já mudei algumas vezes, posso dizer que isto é bem pessoal nem sempre o que é perfeito para um amigo, parceiro, parente é sentido da mesma forma por você.
Também neste processo de pesquisa encontrei algumas dicas que o pessoal que já esta lá dão para os que vão que não podem ser ignoradas.
1º) Adaptação e tempo
O processo de adaptação é muito difícil, pois é a fase que mais sentimos saudades da antiga “zona de conforto”. E nesta fase são inúmeros os fatores que influenciam: família, amigos, poder aquisitivo, novas amizades, trabalho, comida, clima, etc. Acho que são tantos assuntos que dá até para se escrever um livro, rsrsrs.
Eu que já mudei algumas vezes de lugares posso dizer que adaptar, é a fase mais difícil e é bem mais significativa do que ter um bom emprego. É se sentir ambientado, ter amigos, gostar de se estar naquele lugar, ter uma sensação de lar.
E esta adaptação depende muito de pessoa para pessoa e de situação para situação. A primeira vez que eu morei no Canadá eu levei 6 meses para me adaptar; a ultima vez eu que mudei aqui no Brasil eu levei 2 anos para me adaptar.
E o tempo que cada um vai dar a si mesmo é também bem pessoal. No meu caso eu decidi por dois anos.
2º) Domínio do idioma
Fundamental. Às vezes vejo discussões sobre aprender o francês X inglês, qual é melhor? Depende para onde você está indo. Quem vai para o Québec precisa falar francês, afinal é a língua que eles falam lá. Não que o inglês não seja exigido para alguns profissionais, afinal se isto já é exigido até aqui, imagina lá que o país é bilíngüe; além do que não podemos esquecer que vivemos em um mundo globalizado onde o inglês se tornou fundamental. Para quem vai para Montreal e Ottawa é preciso falar os dois, já que até para “survival job” tem que ser bilíngüe.
Este foi um dos motivos que me levaram a escolher o Québec, apesar de ser fluente no francês sei que vou ter uma fase de adaptação, afinal surgiram expressões novas (gírias), além do vocabulário do dia-a-dia que por mais que se escute radio, TV, filmes, etc, fica deficiente.
Eu acredito que dois meses é o tempo que vou precisar para me adaptar em francês. Já se eu decidir hoje ir para uma província inglesa, vou levar de 8/9 meses para me adaptar e me sentir segura a ponto tentar um curso em uma faculdade de língua inglesa. E olha que meu conhecimento de inglês é considerado avançado pela Cultura Inglesa.
3º) Profissão regulamentada
Eu tenho pleno conhecimento que exercer odontologia no Canadá é uma batalha, eu fui avisada disto desde a palestra com a Soraia, depois na entrevista, blogs, ordens profissionais, etc.
Então eu já tenho plano A, B e até C para isto... Mas, para frente eu pretendo escrever mais sobre a odontologia no Canadá, mas não será hoje já que isto aqui está ficando enorme, rsrsrsrs.
4º) Planejamento e reserva financeira
Apesar de nem sempre as coisas saírem como o planejado, acho que neste processo é fundamental. Planejar dá segurança.
Como eu disse pretendo começar no plano A, eu me preparei financeiramente para isto. E é lógico que eu retendo ter sucesso nesta empreitada e realmente acredito nisto, mas só por garantia também tenha uma reserva caso eu resolva voltar. Se eu decidir ficar por lá definitivamente terei mais dinheiro para gastar lá depois, até comprar um imóvel que seja; se eu decidir que não era o que eu queria beleza, não serei uma sem teto aqui no Brasil, rsrsrsrs.
Brincadeiras a parte, acho que todas as possibilidades tem que ser estudada.
Agora só para concluir. Depois de muita reflexão, acho que eu realmente estou pronta e otimista com tudo isto.
Aos que conseguiram ler tudo isto minha eterna gratidão, não acho que eu sou a dona da verdade ou que tudo o que eu escrevi seja branco no preto; mas esta é minha opinião sobre o assunto.
Beijos a até a próxima.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Sonhando em francês
É isto mesmo, esta noite eu sonhei em francês, eu tenho que confessar que raramente sonho em francês no Brasil, isto era bem mais comum quando eu vivia no Canadá, nem lembro se isto aconteceu quando eu fui para a França...
De qualquer forma tem até uma razão lógica para isto, ontem a noite e resolvi que já tinha passado da hora de voltar a estudar francês, já que agora arrumo minhas coisas de dia, e lá fui eu estudar algumas particularidades de verbos franceses, como acheter e jeter, um se conjuga acentuando em algumas pessoas outro dobrando o “T”, a mesma coisa com appeler e geler. Mas, porque verbo? Faz muito tempo que não me dedico a escrever em francês, só escutar e falar e na verdade sei que vai ser exigido que eu escreva então na adianta fugir.
Além disso, relembrei alguns verbos que eu já havia esquecido e que apesar de usar muito no dia-a-dia a gente nunca pensa em aprender, rsrsrsrsrs:
- Avouer: confessar
- Bâiller: bocejar
- Someller: cochilar
- Bégayer: gaguejar
Nem me pergunte onde eu encontrei isto, rsrsrsrsrs. Agora vocês entendem porque eu sonhei em francês.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Vive le français du Québec!!!!!
Pois bem, se você que ir para o Québec do que te adianta uma pronuncia francesa? Isto me lembra uma história, quando eu morei no Québec a primeira vez; fui morar em uma cidade onde ninguém, absolutamente ninguém, falava português. Eu até já tinha feito um ano de francês na Aliança Francesa antes de ir, mas os primeiros dias foram terríveis primeiro porque eu não entendia quase nada do que eles falavam e segundo eles tinham a mesma dificuldade em me entender.
Lembro-me que ainda no vôo encontrei uma pessoa que morava na mesma cidade para onde eu estava indo, eu tentava fazer uma pergunta usando “Quand”, eu perguntava “Kand....” e ele não entendi então mostrei no dicionário e ele disse “ka...”. Então de repente o “kand” virou “ka”, o “bian” virou “bien” e assim foi. O tempo passou e em menos de 6 meses eu era fluente.
Um tempo depois, num dos encontros regionais dos intercambiários eu tinha um amigo francês e um dia ele veio com esta máxima: “C´est affreux le français québécois. Je ne comprends rien qu´ils disent” (É horrível o francês do quebequense, eu não entendo nada do que eles dizem). Ok, o Fabien era meio esnobe, mas eu achei aquilo o máximo do absurdo. Na mesma hora respondi (em francês é claro): “Então como é que você me entende, se eu aprendi a falar francês aqui?”.
Os anos se passaram, e para o francês que eu aprendi não se tornar uma língua morta, eu passei a dar aulas, a estudar para fazer os DELFs da vida, etc. E como todo material didático que se encontra é francês, meu ouvido e minha pronuncia se tornaram franceses é claro, rsrsrsrsr.
Então um dia estava eu assistindo a TV5, quando de repente um programa québécois me chamou a atenção e babem eu tive a maior dificuldade de entender, neste dia eu compreendi o Fabien (pois ele sempre se queixou de não entender certos programas, apesar da língua materna dele ser o francês) e entendi que ele não era tão esnobe assim.
Alguém aqui já foi para Portugal? Pois bem, minha língua materna é o português, e quando eu estive em Portugal, eu consegui me comunicar muito bem com uma, duas pessoas no máximo ao mesmo tempo, mas mais que isto, três falando ao mesmo tempo era impossível de seguir o assunto e os debates de TV então? Affreux como diria o Fabien!!!!
Então para mim, não existe francês horrível, existe sim uma diferença na língua que vai muito além da pronuncia.
O português falado no Brasil é até gramaticalmente diferente do português de Portugal e nem por isso um é melhor ou pior que o outro. E estas diferenças também podem ser encontradas no francês do Québec e da França.
Então para quem está começando vai uma dica. Se sua pretensão é viver no Québec, vale muito a pena estudar o francês québécois, se você tiver a oportunidade de achar um professor que fale, agarre-a, rsrsrs.
Na lista do blog tem algumas opções. Et bonne chance!!!!
